@barbarelice |
Life sucks, but it’s okay. Isso é o que Liz diria pelo dia de hoje, mas a vida continua e ainda assim existirão dias bem piores, temos duas opções, ou fugimos pela janela do desconhecido da covardia, ou enfrentamos de frente. Escolhi por motivos desconhecidos até por mim, que eu levantaria minha cabeça e reconheceria quem eu sou sem nenhuma vergonha, não tem por que sentir-se envergonhado de quem você é! Foi pensando assim, que mesmo com muita dor muscular, levantei da cama e coloquei uma das minhas roupas favoritas para brilhar, bom não exatamente brilhar, porque não tinha uma variação muito grande de cores, mas dá pra entender o quê de tudo isso.
Fui andando para a Missa e
finalmente, depois de um mês inteiro, consegui dar um sorriso verdadeiro só de
olhar para o céu azul e tão cheio de sol como nunca antes, só de ter o vento
brincando com meus cabelos, só de ser mais um dia dessa vida que temos que
lidar. Eu fui feliz, e senti paz, por ser quem eu sou. Com meus fones bem
colocados, liguei o play do meu celular para escutar Transatlanticism – Death Cab for Cutie, e me senti no meu céu, aquele paraíso que a gente geralmente projeta
quando tudo fica ruim e só queremos desaparecer. E assim como Liz fiz as coisas
do meu jeito, encarei as coisas da minha maneira, enterrei minha baixa estima e
sorri.
Assim como a Liz eu crio
expectativa sobre coisas e sobre pessoas que talvez eu nunca devesse criar, eu
provavelmente devia ter a manhã de hoje como um lema para o resto da minha
vida, ser feliz quando acontecerem coisas felizes, por menor que seja, sorrir
somente quando for fora de controle sorrir, não por educação ou
constrangimento, somente sorrir. Ter uma vida leve e bonita, e talvez assim
como a Liz eu entenda que está tudo bem não estar bem de vez em quando e negar
as coisas que acontecem a sua volta só porque são ruins não é um jeito muito
saudável de se viver.
E percebi que o que é mais
parecido com a Liz é o conceito de Família.
Porque às vezes família não são
aquelas pessoas que você nasceu rodeada, que tem o mesmo sangue que você ou até
o mesmo sobrenome. Família é quem você escolhe para estar ao seu lado em todos
os momentos, aqueles que não te abandonam por nada, aqueles que são capazes de
ouvir seu choro há milhas e milhas de distância, e correrem pra te ajudar. Família
é quem daria a vida e até sacrificaria a própria felicidade pra te ver feliz. Família
como dizia a Lilo quer dizer nunca mais esquecer ou abandonar. Eu tenho minha família, e os amo muito, é
muito triste admitir que poucos tem meu
sobrenome, eles não me julgam, ou criticam de forma destrutiva, eles não zombam de
mim ou tem “vergonha” de andar comigo. Eles respeitam e amam minha arte, minha
forma de me expressar. Eles não falam mal de mim ou até mesmo me traem. Eles
erram, mas eu também.
E por mim, por eles, e por Liz eu
decidi sorrir quando falar de mim mesma, decidi me amar mais, e mais! Decidi mandar
quem achar minha diferença estranha, pra bem longe de mim.
May the force be with you. It’s with me.
Ps: Se quiserem conhecer a Liz, só assistir My Life as Liz.
Adorei <3
Você escreve maravilhosamente bem. Lindo texto ♥
Que bom que gostou Derso <3
Obrigada Lu, existem coisas que simplesmente jorram pra fora da gente ♥